30 de maio de 2009

Mordida também é notícia?

Em toda atividade profissional tem sempre aquelas historrinhas, aquele tipo de parábola fabulosa criada meio que para expressar as características ou mesmo a importância daquela profissão e no jornalismo não haveria de ser diferente, basta ver pela história do “remordimento” entre homem e cachorro, estranho em?



Ser atacado por um cão, além de desagradável para a vítima - os carteiros que vos digam - pode ser alvo para notícia e mais do que isso, chega ao ponto de se transformar em estudo na formação jornalística de um estudante. Esse é o velho e já conhecido ditado: “Se um cachorro morde o homem não é notícia. Notícia é quando um homem morde o cachorro”. Um indivíduo atacar um canino, certamente, é um fato que foge do estereótipo humano. Uma ótima deixa para o jornalismo que trata, em sua essência natural, de acontecimentos ligados a cunho coletivo, de interesse social. Por mais estranho e curioso que se possa ser, os bastidores dessa mordedura entre homem e animal, é importante salientar que tudo se resume a um fato isolado.



Seguindo essa temática, é óbvio que se torna mais fácil – e importante - abordar os motivos que levaram um sujeito a morder um canino, já que ao contrário não se pode extrair nenhuma informação do animal. Apenas se poderia remontar o cenário, usando dos recursos da descrição, baseada na visão da vítima - o homem - ou de algum transeunte qualquer.

Mesmo assim, para toda regra deve existir uma ou várias exceções. Vamos imaginar um conhecido político, que por sua vez detem um cargo público. Caso esse venha a sofrer uma mordida por parte de um cachorro qualquer, e não conseguir encobrir o caso da imprensa, o fato seria de maior interesse popular (mesmo tendo ligação ao jornalismo anedótico). No dia seguinte, o ocorrido será comentado pela massa social. Alguns vão atestar em defesa do político, exigindo talvez, até o sacrifício do animal, na alegação dele representar aparente perigo a comunidade. Enquanto isso, para os opositores, o fato pode servir como motivo para se fazer chacota contra o político. Não vai ser difícil coletarmos declarações do gênero “A popularidade dele anda tão em baixa que nem a cachorrada consegue agradar”.

No fim, constamos que ambas situações podem vir a ser notícia, ficando a mercê, lógico, do enredo e suas personagens. Só acrescentando a supremacia de um dia acompanharmos um “famoso” ou mesmo um político, pego em flagrante, mordendo um cachorro. Caso algum dia o caso proceda, por que não acreditar em passarinho verde ou elefante cor de rosa? Afinal ambos podem vir, algum dia a se tornar notícia.


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5 Coveiros:

Flor disse...

Adoreoi, muito divertido

Anônimo disse...

legal

Marton Olympio disse...

voce escreve bem meu bom.
muito bom mesmo.
esta inversão de expectatica sempre acho interessante em todo texto...

abraço

se quiser apareça

Beatriz Paz disse...

Nunca crio expectativas :/
*:

Gabriela disse...

Interessante pensar esse contexto de quando um homem morde um cachorro é que vira notícia. Coisas presentes no nosso dia a dia que não nos damos conta. Legal!!!

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