26 de maio de 2009

Suspensão de cotas em universidades públicas no Rio

Um pouco sobre cotas, esse é um assunto polêmico e para ser sincero nunca fui adepto a tal medida. Não se pode combater um “mal” com o mesmo “mal”, a proposta é tão redundante quanto esse trecho, para mim não existe nada mais desigual do que cotas. Apesar de não julgar a medida como 100% maléfica, acho até que tem certo valor, mas completamente paliativa, principalmente quando se fala em educação, é mais fácil implantá-las a realmente melhorar a qualidade do ensino público no país. E agora que virou moda essa onda de cotas, vem sendo veiculado em toda imprensa um fato que muito me agradou, o Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro suspendeu nessa segunda feira (25) a lei que prevê que prevê o sistema de cotas para o ingresso de estudantes carentes nas universidades públicas estaduais.

De acordo com a matéria "TJ-RJ suspende cotas em universidades públicas", na seção Último Segundo do Portal IG, a ação contra as cotas para negros e estudantes de escolas públicas foi proposta pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), que entrou na Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN). O deputado, que também é advogado, defendeu a ação no plenário do Órgão Especial.


Em entrevista na seção de educação do UOL, o deputado atesta que para ele, a lei é demagógica, discriminatória e não atinge seus objetivos. "O preconceito existe, não tem como negar, mas a lei provoca um acirramento da discriminação na sociedade. Até quando o critério cor da pele vai continuar prevalecendo? A ditadura do politicamente correto impede que o Legislativo discuta a questão", disse ele, durante sua defesa. A lei estadual tem o objetivo de garantir vagas a negros, indígenas, alunos da rede pública de ensino, pessoas portadoras de deficiência, filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.

A Lei estadual 5.346, do ano de 2008, pretende garantir vagas para negros, indígenas, alunos da rede pública de ensino, pessoas portadoras de deficiência, filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço. Segundo Bolsonaro, no entanto, a lei é discriminatória e não atinge seus objetivos.

Espero de todo coração que devagar isso tudo vá acabando, eu realmente não consigo concordar com isso! Cotas justas, na minha opinião só se for para deficientes!

Fontes: Último Segundo, G1 notícias e Uol Educação


1 Coveiros:

Rafaelds disse...

É inquestionavél que o Sistema de Cotas não soluciona a questão definitivamente, é paleativo e questionável. No entanto, ao pleitear contra a questão o Sr. Bolsonaro não apresentou nenhuma outra solução para a questão do acesso e manutenção do estudante na Instituição Pública de ensino. Que se retire as cotas, mas que se apresente, antes, uma solução para a questão.

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