27 de novembro de 2009

Claudinho e Buchecha e o mistério da música universal

Alguém imaginaria que o segredo da Alquimia Musical pode estar ligado a uma simples catástrofe? Aparentemente era só mais uma estatística que serviria para engrossar a verdadeira guerra travada nas estradas brasileiras. Poucos percebiam que algo sinistro cercava aquela triste tragédia, várias coisas não faziam sentido ainda. Na verdade, um dos maiores mistérios do mundo poderia ter sido revelado naquele acidente banal.

Qual a melhor forma de elucidar a verdade sobre a música universal? Assim como os alquimistas que encontraram a fórmula mágica para transformar ossos humanos em ouro, também existe a lenda de uma música, capaz de atingir de modo semelhante todas as pessoas do planeta Terra. Uma canção com poder de escravizar os pobres mortais, isso graças ao som puro e denso, uma maldição que condenaria a todos a repetir incansavelmente o seu refrão durante todo o sempre.

A maldição que envolve a obra percorre as veias de cada músico, a perfeição musical em meros três minutos. O sonho utópico tem alguns riscos, o feitiço pode se voltar contra o feiticeiro, aflorando a vaidade do artista e tornando-o escravo de sua própria maravilha, em seguida o levando ao enlouquecimento precoce.

A solução para esse fatídico enigma começou há alguns anos atrás, ao ser aventada a possibilidade de existir uma relação sincrônica entre o filme “O Mágico de Oz” de 1939 e o álbum “The Dark Side of The Moon”, da banda Pink Floyd, de 1973. Diz a história que as canções do CD casariam de forma perfeita com as cenas “do longa” estrelado por Judy Garland. A experiência pode ser comprovada por qualquer um, basta pausar o disco na primeira faixa, depois é só pôr o DVD do musical da Metro e esperar até o leão da MGM aparecer, quando rugir pela terceira vez, é só tocar o CD.

Vale ressaltar que a banda negou veementemente a idéia da sincronia. E mesmo com coincidência tão absurdamente precisa, há margem para uma indagação: por que a trupe mentiria? A conspiração é muito simples e ao contrário do que diz a mídia tacanha, Syd Barret – o fundador do Pink Floyd – não abandonou a carreira artística por enlouquecimento devido ao uso excessivo de drogas, mas sim pelos seus estudos em alquimia musical.

Especula-se que exista uma forte conspiração secreta entre os artistas. Uma espécie de seita ou maçonaria musical. O objetivo é muito claro, produzir a música perfeita. Mas antes de abordar esse assunto com maior ênfase, o leitor já deve estar se perguntando: e o Claudinho e Buchecha, em qual ponto se relacionam em toda essa história? Primeiro é imprescindível se traçar um histórico. Cláudio Rodrigues de Mattos – o Claudinho – começou a cantar com seu amigo, Claucirlei Jovêncio de Souza – o famoso Buchecha – quando ainda eram auxiliares de pedreiro, no subúrbio do Rio de Janeiro. A dupla Claudinho e Buchecha só surgiu oficialmente em 1992 e dizem as más línguas que eram os artistas mais desafinados de todo o cenário musical brasileiro e quem sabe até mundial.Para o espanto dessas mesmas línguas, três anos mais tarde a dupla ganhava um festival com o “Rap do Salgueiro”, uma gravação patrocinada por um grupo de baile funk carioca. O passo seguinte foi conquistar as rádios, com o estouro do hit “Conquista”. O primeiro disco da dupla, intitulado “A Forma” (1997) alcançou a impressionante marca de um milhão de cópias vendidas, sem esquecer também o prêmio de revelação no VMB (Vídeo Music Brasil) da MTV.

O sucesso de Claudinho e Buchecha estava garantido a prevalecer por muito tempo, até padecerem sob uma armadilha do destino. Na época que completaria 27 anos, Claudinho foi vítima de um acidente de carro, na Rodovia Presidente Dutra, em uma manhã de sábado no dia 13 de julho de 2002. Quando faleceu, o músico voltava de um show em Lorena (SP) para o Rio de Janeiro. Mas, mesmo com esse trágico fim, algo ainda não faz sentido. Como dois homens, aparentemente malucos, que dançavam do jeito mais esquisito possível e cantavam um refrão do calibre “sabe, tu-ru-ru-ru, tô louco pra tiver, oh iééésss”, conseguiram alcançar fama e o píncaro da glória no país? A não ser que estivessem em busca constante da canção perfeita, a Alquimia Musical.



Para comprovar basta notar o título do primeiro CD da dupla, “A Forma”. Ou seja, desde o início por traz daquele ritmo e das danças patéticas, eles tentavam moldar uma música com a excelência da perfeição, a dádiva que todo músico está em busca. O esforço teve suas próprias recompensas, o sucesso, fazendo com que não haja dúvidas de que estavam no caminho certo. Dessa forma, torna-se fácil especular que Claudinho, durante um momento de inspiração divina, descobriu o que era almejado por todos os artistas: a música perfeita. Daí logo se viu a cantarolar a melodia como um louco, porém, justo quando guiava seu carro. Sua inspiração não havia lhe garantido o antídoto para quebrar o feitiço, então a magia da música o dominou por completo, era impossível parar de repetir o refrão ou assoviar a canção.

Sem condições de absorver de uma vez só todo o conhecimento do mundo por completo, Claudinho acabou enlouquecendo. O destino já estava traçado, logo foi sugada toda a vida que existia dentro dele, causando a perda absolutamente do controle do carro e fazendo-o guiar para a escuridão nessa morte trágica. Inclusive a hipótese de suicídio não pode ser descartada, a última cartada para tentar fugir do pior. De qualquer modo, o segredo de Claudinho morreu com ele, estando agora perdido em algum canto escuro do infinito. A busca pela música universal continua, basta saber quem será sua próxima vítima...

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26 de novembro de 2009

Artista recria cenas de filmes com fita adesiva

O sonho, desde os primórdios, se apresenta como uma espécie de ideal supremo... Exerce um papel funcional na vida das pessoas, sendo o principal fenômeno entusiasta para fomentar um conjunto de ações em cada indivíduo. E esse mesmo sonho, só pode se expressar no instante em que se atinge uma condição maior, definida como paixão. Portanto, o que dizer, quando é possível fundir o desejo, aquela atividade profissional praticada diariamente?

Essa foi à grande cartada do artista ucraniano Mark Khaisman, de 51 anos, que encontrou uma forma de unir seu trabalho a sua dedicação pela sétima arte... A amostra é criativa e se baseia em recriar cenas de seus filmes prediletos, o que seria bastante comum, se não o fizesse apenas se utilizando de fita adesiva.

Quando se descreve o processo, até parece fácil. O segredo é sobrepor os pedaços do material, e depois seguir aplicando sobre um painel iluminado, recriando assim os efeitos de luz e sombra presentes em cada cena.

Khaisman, que é radicado na Filadélfia, nos Estados Unidos, durante a confecção de um trabalho, chega a usar mais de cem metros de fita e passa em média uma semana para finalizar todo quadro.

Clássicos do cinema e filmes de suspense são os seus favoritos, mas ele também faz retratos de pessoas e objetos com o mesmo material. Cada obra sua é vendida por aproximadamente US$ 10 mil. Será se vale a pena? A resposta segue logo abaixo...

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25 de novembro de 2009

Americano ouve disco da banda Judas Priest por 524 dias consecutivos

Vocalista do Judas Priest fez questão de gravar depoimento especial para o fã.

Nos tempos atuais, não é nada anormal idolatrar um conjunto de rock, colecionar todos os seus discos, DVDS, pôsters... Mas, e quando a cultuação é tão grande, que se expressa ouvindo a exaustão o mesmo álbum desse tal grupo durante 524 dias consecutivos? A façanha é creditada ao norte-americano Jim Bartek, de 49 anos, e a banda felizarda é nenhuma menos que o Judas Priest.

De acordo com informações da reportagem publicada pelo jornal “Cleveland Plain Dealer”, Bartek que mora em Maple Heights, no estado de Ohio (EUA), completou no último sabado a façanha ouvindo o álbum duplo "Nostradamus". Inclusive, “Alguns pensam que ele é louco", afirma o DJ Bill Peters.

Durante o período em que ouviu o trabalho diário da banda, o jovem adquiriu notoriedade e foi entrevistado por diversas outras publicações. A badalação foi tamanha, que o fato chegou aos ouvidos da própria banda. Líder do Judas Priest, o vacalista Rob Halford, chegou a gravar um depoimento especial para o fã, durante um show do grupo no mês de julho em Cleveland.

"Você é um cara especial”, disse Halford, destacando também que Bartek contribuiu diretamente para a divulgação do álbum “Nostradamus” pelo redor do mundo.

PS: Isso sim que é FÃ, com letras garrafais!

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24 de novembro de 2009

O cemitério

O cemitério

Meu desejo agora
É calar minha alma repleta de aflição...
Nesse cemitério tudo se resume a morte,
Dor e pesar na mais pura agonia!


Uma profusão de homens e mulheres
Deitados eternamente,
Tendo como deleite a consternação
Transbordando em mim lágrimas
Por uma vida que se foi e nunca mais há de voltar!
Sentimento da mais pura disritmia aguda.

Uma voz cala dentro de mim
Vagando nessa imensidão
Deixando somente saudades
No meu cemitério de despedidas

Vejo através dos tempos
Aquilo que não queria...
Minha alma sempre chora
Por outra alma perdida.

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23 de novembro de 2009

Opulência dos marajás da Índia é retratada em exposição

Em cartaz no Victoria & Albert Museum, em Londres, a mostra Marajá: O Esplendor das Cortes Reais da Índia retrata com veemência o opulento estilo de vida dos monarcas indianos no período de seu apogeu, do início do século 18 até meados do século 20.

A exposição apresenta um número superior a 250 peças raramente vistas, um misto de artefatos como obras de arte, joias, armas, móveis, além de vários outros objetos, que dão a exata dimensão do luxo em que viviam os marajás. Para a abertura, a exposição traz a recriação de uma procissão real com um elefante em tamanho natural.

Os famosos Marajás, fora da Índia, eram vistos como figuras exóticas, mas dentro do país, mesmo durante o período de colônia britânica, eles ainda eram reconhecidos como os grandes líderes da nação. Além disso, tinham o dever de proteger seus súditos e assumiam liderança política, religiosa e militar na Índia. Eles tinham que ser benevolentes e guerreiros ao mesmo tempo, e mestres em artes marciais.

"Nunca houve uma exposição como esta antes, mostrando os tesouros espetaculares das cortes dos marajás", disse Mark Jones, diretor do museu.

A mostra também aborda o papel dos marajás modernos e o aumento da influência européia sobre suas vidas e bens. Muitas das peças disponíveis foram emprestadas por famílias reais indianas e algumas delas até, estão deixando a Índia pela primeira vez para a exibição na capital britânica.

"Muitos dos objetos estão deixando a Índia pela primeira vez para vir para o Victoria & Albert Museum. Esta exposição mostra que os monarcas da Índia eram importantes mecenas das artes, na Índia e no Ocidente, e conta a fascinante história da mudança de papel dos marajás do início do século 18 até os dias finais do Raj (domínio colonial britânico", atesta ele.

Algumas imagens:



Fonte BBC Brasil

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22 de novembro de 2009

ERUDIÇÃO SANGRENTA



Erudição Sangrenta

Não foi por engano que eu amei a vida,
este anel no meu dedo reluzindo,
cartas que os amigos não me responderam.
Mas a solidão, esta sim,
esta sim...

Esta sim (a solidão)
engraxou minhas saudades,
esta sim penteou o meu espelho,
estação necessária, cárie obturada.

Esta sim, querendo ou não,
perfilou minha coluna,
esta sim educou a minha língua,
extraiu meu tormento tão monótono.

Não foi por acaso que eu amei a morte,
este dedo apontando o meu destino,
armas todas do mundo explodindo no meu cérebro.
Mas o único amigo, este sim,
este sim...

Este sim (o único amigo)
pagou o preço da minha fome,
este sim assustou-me por ser tão sincero,
erudição sangrenta, vento analisado.

Este sim, a pé ou de avião,
levou-me de mim mesmo,
este sim corrigiu minha loucura
instalando uma outra, mais insana.



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21 de novembro de 2009

A beleza da miséria

O que falar sobre essa imagem?

Muita coisa pode ser dita sobre essa foto. Um quadro que dá margem para os mais distintos – e de repente até - contraditórios pontos de vista. Parece até que a imagem fala por si própria, demonstrando claramente – inclusive para os leigos - alguma forma original de mensagem, meio estranho né?

Mensagem essa que pode ser codificada das mais diversas e até diferentes maneiras. Seria de repente muito relevante, destacar o belo trabalho fotográfico. Esse que usando de uma habilidade talvez até incomum, pode registrar em suas lentes a feição de inocência das crianças, a ilusão de pobres garotos que imaginam um mundo melhor para viverem, tornando mais fácil à espera pela chegada de um novo amanha, a concretização de seus anseios.

Mas essa é apenas uma visão. Entre outras tantas, só nunca digam que essa imagem é bela, porque não existe beleza... Na miséria!


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20 de novembro de 2009

Legião Urbana Ensaio Stop In The Name Of Love



Quando vi esse vídeo agora a pouco, meus olhos lacrimejaram, um misto de alegria e emoção, pois se trata de uma raridade, precisamente um sonho bom para suprir a carência sentida pela ausência do poeta do rock, um verdadeiro presente para os fãs órfãos do ídolo maior, líder da também maior – perdoem-me pela redundância -, banda de todos os tempos do Brasil, Renato Russo e Legião Urbana respectivamente!

Esse é o áudio de um ensaio da Legião Urbana tocando "Stop in the name of love”. Além de surgir como mais um raro registro vocal de Renato Russo, a mostra é valiosa, tudo porque essa tal improvisação representa a base para a composição da clássica "Antes das Seis".

A canção Stop in the name of Love, é uma composição do grupo inglês The Hollies, grande sucesso dos anos 60 e uma ótima banda por sinal, portanto... Renato Russo era “FODA”, no entanto, vale muito à pena conferir o som do Hollies também.


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19 de novembro de 2009

Concurso da Nikon... As melhores microfotografias do mundo

O concurso premiou microfotografias da natureza e de elementos químicos. Vencedora, a foto da planta 'Arabidopsis thaliana', foi tirada por Heiti Pavez, da Universidade de Tecnologia da Estônia.Concursos de fotografia patrocinados por empresas famosas não é nada raro de se ver, difícil sim é encontrar uma competição com a proposta da Nikon Small World, que premiou os dez melhores trabalhos em microfotografia - cerca de 2 mil imagens submetidas de várias partes do mundo.

O concurso é aberto para candidatos do mundo todo. O primeiro lugar foi conquistado por Heiti Paves, da Universidade de Tecnologia de Tallinn, na Estônia. Sua foto é uma perfeita mostra de detalhe da planta herbácea Arabidopsis thaliana.

Apesar de não ter subido ao pódio, o Brasil também figurou entre os primeiros colocados. Bruno Vellutini, do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos premiados ficando na quinta colocação com a microfotografia da superfície oral de uma estrela do mar.

O concurso Nikon Small World é realizado anualmente, cerca de 2 mil fotografias são enviadas a cada edição. Considerado a maior competição mundial de microfotografia, o evento foi criado em 1974 premia as melhores microfotografias da natureza e de elementos químicos tiradas com auxilio de um microscópio.

As principais imagens vão ser incluídas em um calendário e exibidas em uma mostra itinerante nos Estados Unidos. As 10 primeiras já podem ser conferidas agora, basta só saber qual entre elas é a sua favorita...

O segundo lugar ficou com Gerd Guenther, de Dusseldorf, com a foto da haste da flor da 'Sonchus asper', ampliada 150 vezes.

Acima, o terceiro lugar, foto de Pedro Barrios-Perez de emulsão usada na fabricação de semicondutores, com ampliação de 200 vezes.

O quarto lugar, a foto de James Hayden do ovário de um peixe-diabo, ampliado quatro vezes.

Vários brasileiros também se inscreveram. O melhor resultado foi o quinto lugar de Bruno Vellutini, na imagem da superfície oral de uma estrela do mar, numa ampliação de 40 vezes.

O sexto lugar, as escamas de peixe, ampliadas 20 vezes, foto de Havi Sarfaty.

sétimo lugar para a foto do tricoma da espessura de um cabelo em uma trepadeira amarelinha, ampliada 450 vezes, de Shirley Owens.

A foto acima mostra fibras de algodão, ampliadas 200 vezes, e foi feita por Lloyd Donaldson, do Centro de Pesquisas de Biomateriais da Próxima Geração, Nova Zelândia. Garantiu ao cientista o oitavo lugar.

O professor Bernardo Cesare, do Departamento de Geosciência da Universidade de Pádua, garantiu o nono lugar com esta foto de uma rocha magmática, ampliada cinco vezes.

O décimo lugar foi para a cientista Arlene Wechezak, dos Estados Unidos, com a foto que mostra algas e diatomas, ampliados dez vezes. As principais imagens serão incluídas em um calendário.

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Fogo

Labaredas se espalham
Nesse o Fogo primitivo.
Uma aliança com a natureza.

O Fogo é uma cascata.
Uma grande cachoeira
Profusão de cores e ilusão.
Também significa idolatria,
Em meio a toda religião.

Portanto
Bota logo lenha na fogueira,
Eu quero é incendiar!
Levantar muita poeira
E Botar tudo pra queimar!

Na química do álcool,
Quanta coisa o fogo faz.
Se exagerar ele explode
E o incêndio è geral.
Com churrasco no pagode
E cremação no funeral.

Também incendiando corações.
Fazendo a fumaça falar...

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