5 de agosto de 2009

Maldito Poema

Maldito Poema

Um poema Maldito
Para que falar do Amor?
Se posso falar da intensidade dessa dor!
Doce dor que corre solta,
Llivre e solta pela imensidão do céu.
Refletida pelas ondas do mar
A doce dor que não faz escolha.
Dor que tão pouco pede
Para retribuir.

Para que falar do Amor?
Amor com tanta fama!
Lunática fama da mais infâmia!
Pois não condiz com a verdade.
Amor de pura maldade.
Que jamais cansa de machucar.

Para que falar do Amor?
Se não passa de um instinto animal!
Conceito da reprodução.
Que mostra na química corporal.
Seu verdadeiro ideal.

Assim prefiro falar da dor!
Aquela que vem para acordar.
Aqueles que dizem Amar.
À doce dor que tanto a fama lhe é negativa!
Pois justamente por ela o Amor consegue reinar!
Por isso maldigo o Amor!
Por isso bendigo a dor!
Por isso não falo do Amor!
Maldito Amor!

Mas sim falo da dor.
Aquela que traz um começo.
Após um momento extenso.
Vivendo em um Mundo falso.
Que um tal de Amor criou.

Sádico eu?
Mas qual maior sadismo se não Amar.
Sádico eu?
Quem sabe o maior dos sádicos
Pois escreve isto sem acreditar
Escreve isto sem assinar
Escreve isto, mesmo que em sua Vida jamais deixe de Amar e o representar.

4 Coveiros:

BRUNO disse...

Para mim, os melhores poetas são os malditos, breves mas com muito a dizer. Belo poema.

Anônimo disse...

sinistro *O*

Vini e Carol disse...

Muito bom.
Talvez a maior dor seja o amor!
Tanto pode curar, como pode estragar.
O amor é foda! rs

Abraço.

rafa flori disse...

sempre sinistro, sempre belissssssimo

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