Mostrando postagens com marcador PueSinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PueSinha. Mostrar todas as postagens

21 de abril de 2021

Debaixo dos cobertores

O artificio para fazer as palavras brotarem é sempre semelhante. Começo rememorando todos os pontos a serem explorados na narrativa e quando cada pedaço parece devidamente aglutinado, o desafio se torna deslindar um ponto de partida, por meio de palavras ser capaz de atiçar a curiosidade alheia. Alvejado por um turbilhão de ideias em forma de letras, mesmo concentrando energia para atravancar o desejo, sou impelido pelo súbito desejo de lançar a pergunta: como será que Stephen King faria?

Tudo bem, até aceito o fato de não ser o mestre do terror, mas ao lançar ao léu a despropositada indagação, ao passo de um singelo estralar de dedos, a antes claudicante trama passa a ser adornada por novas nuances, a irromper na mente como resultado de alguma bruxaria ou coisa do tipo.

Certa feita, durante um bate-papo deveras inspirador, duas perguntas acarrearam instantes de ruminação fulcral. Você praticamente venera alguns escritores, mas parece evitar a todo custo “copiar” o estilo deles. Certo? Nunca tinha analisado as coisas por esse prisma. Talvez eu me leve a sério demais para resumir minhas desventuras literárias à condição de reles simulacro, mesmo comprometendo o resultado final. No entanto, o experimento é um tanto mais complexo, acaba atrelado a uma segunda pergunta, até incessantemente respondida por outros autores mais gabaritados: por que o terror? Simplesmente por não ter outra escolha, embora não seja raro me ver enveredando por caminhos diferentes, às vezes mais líricos e melosos.

Essa falta de “escolha” acaba dissociando os textos produzidos das leituras cotidianas. Em quase letargia, agarro mais forte as cobertas enquanto a chuva espessa se choca contra a janela. Ao abrir os olhos, alguma coisa se revela, parece velar meu sono, sorrateira no breu. Se simplesmente me rendo ao temor e tento me ocultar em meio ao cobertor, os pés e tornozelos acabam desnudos, vulneráveis aos gadanhos capazes de desossá-los e gradativamente esgaçar todas as partes corpo, para seguidamente deixar reverberar um riso inclemente, retumbante.

A aparição cessa antes de berrar alto o bastante para despertar os mortos. Será que realmente se foi ou ocultou-se debaixo da cama? Não tenho coragem de olhar! O melhor a fazer é voltar a dormir e, se mais uma vez puder acordar, irei me ater a escrever. Narrar até poder ser o que me mantém vivo, mas o terror, o terror sim é a minha vida.

Continue...

10 de julho de 2020

O amaro preço da mentira

“Meu último anseio, sentir o doce do seu beijo, sob a anuência dos feixes da luna mais rotunda”. Beijo é um ato animalesco, talvez impulsionado por forças tão intempestivas quanto incógnitas e, pelo jeito, quanto mais se recorre aos ósculos, mais ainda se parece imergir em um campo inexplorado. Se até Jesus Cristo se viu traído por um afável toque de bochecha, por parte de Judas com a boca, não é muito difícil testificar homens (e até mulheres) recorrendo à mentira em detrimento do prêmio: meia dúzia de ardentes osculações.

Longe de querer evocar o estilo santarrão ou promover um estamento ideológico a respeito de atos dessa espécie, mas confesso sempre ter nutrido repugnância por pessoas capazes de recorrer a métodos tão banais para concretizar seus anseios. Aquela velha história, baseada na premissa: definitivamente os fins não justificam os meios, afinal, meios ruins acarretam em fins ainda piores... Até um dia me descortinar, articulando estratagemas ascorosos para ser agraciado pelo méleo beijo da menina mais bonita!

Isso aconteceu no final da década de 90, no período de meio do ano, marcado pelas festas juninas. Acompanhado por alguns amigos, subimos em um ônibus com destino a uma cidade interiorana, jovens ansiosos, prontos para desfrutar do melhor que a noite pudesse oferecer. A cidade estava vestida para a festividade, fogueiras adornavam a fachada das casas, o cheiro de milho cozido se misturava as lufadas do vento, ensandecido, tentando extirpar as bandeirinhas de São João a formarem uma tenra cobertura, capaz de manter secos os corpos dançantes diante da garoa.

À medida que a festa decorria no ritmado sonido da sanfona, em invulgar harmonia com seus íntimos triângulo, sanfona, zabumba e pandeiro, meu grupo foi dizimado em subgrupos, até me ver sozinho na festa, mexendo meu corpo de forma canhestra e tendo meia lata de Coca-Cola como a melhor companheira de dança da noite. Mal sabia, o melhor estava por vir, em forma de uma estonteante morena de negros cabelos ondulados, pernas pomposas devidamente tracejadas no jeans justo e cintado, com uma encurtada blusa quadriculada, deixando parte do abdômen a mostra, além do vestiário típico ser completado pelas botas de salto alto, apetrecho final para a galhardia.

As maçãs do rosto eram salientes de ternura. Seus negros cabelos cacheados despontavam como a moldura para um rosto perfeito, alindado por um olhar penetrante, capaz de suscitar uma airosa vertigem. Lutava para não permitir que os participantes da festa formassem uma parede, ocultando a poética visão: a garota inominada compassadamente dentando uma espiga de milho. Enquanto a fitava, tentando não me deixar notar, nossos olhares subitamente cruzaram, e assim permanecemos, até a exuberante figura desviar o rosto, seguindo até o lixo onde depositaria o sabugo do cereal.

Outra garota, possivelmente as duas estavam juntas na festa, seguiu até ela e pelo gesto, estava sugerindo partirem para outro lugar. Antes, minha nova musa mais uma vez me ofereceu um olhar, juro até ter avistado um singelo sorriso e logo desapareceram, embrenhadas na multidão. Vai logo atrás dela, deixa de ser tão tépido! Seria a decisão mais acertada, mas ao invés disso, apanhei mais uma lata de refrigerante e segui para um ponto menos povoado, contemplando a lua no compasso cadente do xote, xaxado e baião.

- Apostaria que você não é daqui e também não gosta muito de dançar! – Talvez meus olhos estivessem me pregando uma peça, quem sabe estivessem sucumbindo a minha imaginação delirante: a voz invadindo meus ouvidos era mesmo dela. Antes de festejar o presente concedido pelo cupido espírito dos sanfoneiros, pude absorver o iminente conflito. Caso admitisse ser apenas um visitante, minhas chances com a bela morena seriam ínfimas, reduzidas a zero.

- A propósito, eu me chamo Bárbara! – Após me apresentar, tocando sua mão com leveza e encostando meus lábios, molhados de Coca-Cola, em cada lado das perfumadas bochechas, pude ensaiar uma mentirosa solução.

- Sou novo na cidade! Meu pai foi transferido para a agência bancária da praça lá atrás. Ainda não conheço ninguém, além de você, claro! – Nos aproximamos um pouco mais da festa, permanecendo longe o bastante para que pudéssemos papear um pouco, compartilhar nossas agruras. Depois, arriscamos alguns passos de dança e de tão polida, em momento algum transpareceu irritação com minha desengonçada habilidade para conduzi-la. Quando a chuva nos atingiu com maior rigor, Bárbara sorveu o restante de Coca-Cola. Pelo olhar, estava certo de transparecer vontade de encarar seus lábios macios, um beijo resfolegante, marcado pela aceleração da frequência cardíaca. Por um segundo, tentou evitar, talvez me dissuadir alegando não gostar “muito de ficar”.

- Podemos namorar se você quiser! – Então a trouxe depressa pra mim, não podia mais esperar. Dessa vez, Bárbara não oferecia resistência, foram ósculos prolongados, com gosto de “”coca”, como queria ter arrancado uma daquelas bandeiras, testemunha fulcral do momento. Meus lábios, com suavidade, deslizavam pelo seu pescoço, sentindo seus cabelos sedosos emanarem um atordoante cheiro de mato verde, as suas bochechas rosadinhas, o queixo modelado com singular esmero.

Antes do fim da festa, Bárbara disse que precisava ir e pediu para encontrá-la mais tarde na praça, pouco antes da hora do almoço. – De repente, você pode conhecer seus sogros, ainda hoje. Só preciso ver como estará o clima! Tudo bem pra você?

- Claro que sim. Estarei lá, já contando as horas, minutos, segundos... – Como queria estralar os dedos e tornar verdade aquelas famigeradas mentiras. – Você podia me passar o número do seu telefone?

- Mais tarde, na praça! – E depois nossos lábios toparam pela última vez. Horas depois, minha boca experimentava o amaro saibo do remorso. Na estrada, seguindo para casa, podia imaginar Bárbara me esperando no banco da praça, enquanto já estaria repousando na minha cama, em outra cidade.

Há situações que indubitavelmente nos leva para o lado negro e é ainda pior quando temos plena consciência disso. Os cabelos dela tinham um saboroso cheiro de mato. Tantos anos depois, quando caminho por um parque, com a mata regada pela chuva, sou invadido por aquele cheiro inebriante, sendo impossível não rememorar nossos tenros momentos. Possivelmente, Bárbara já olvidou minha existência, mas eu ainda me lembro dela, dos abrasados beijos afanados e do insipiente gosto de Coca-Cola.

Continue...

29 de junho de 2020

Estrada dos sonhos

A felicidade não vive nas sinuosas curvas da estrada. O asfalto é a própria felicidade, oferece a possibilidade de fitar as nuances do mundo pela metade do pára-brisa, além de vislumbrar a ultrajante risca tracejada, marcando infinitamente o centro da via. O sonho, o sonho será sempre a melhor estrada!

Continue...

9 de abril de 2020

Noite de Halloween


É noite de Halloween.
Somos os olhos da escuridão.
Seres das sombras vagueiam,
asas de morcegos adornam
os jazigos no chão.
Onde repousam inertes,
fantasmas da solidão.

Céu estrelado com teias de aranha
A luz da lua, ofuscada pelas lanternas de abóboras,
que iluminam o caminho por onde passam,
Os funestos seres das trevas.
Esqueletos saltam dos túmulos,
assistem a dança das almas errantes,
em homenagem ao dia das bruxas.

Escondida na floresta, a casa assombrada,
misteriosa, prepara uma festa em honra aos mortos.
Apenas nesse dia, eles podem se misturar com os vivos e...
Quem sabe nunca mais voltar.

Só depois que a lua adormece
o encanto acaba e
o sol novamente acontece.

Continue...

31 de março de 2014

Fantasia

Com um pouco de imaginação, durante a confecção daquelas enfadonhas matérias policiais, consegue se ver na condição de um escritor, em seu provável leito de morte, ostentando uma caneta e um caderno puído e borrado. Sucumbido pelas enfermidades, tenta reunir as últimas forças para compor sua obra derradeira e gradativamente, os fatídicos assassinatos, assaltos e estupros adquirem uma conotação distintiva, sobressaindo mostras de inventabilidade e conteúdos menos nefastos.

Agora, entorpecido pelo encanto da ilusão, está a desbravar horizontes desconhecidos e por poucos minutos, consegue se tornar um escritor de verdade, até chegar a hora de avançar para outro plano, afinal, todos estão fadados a morrer! E partirá, levando consigo a certeza de que cessação mesmo seria: renunciar a tal fantasia!

Continue...

25 de agosto de 2011

Sintonia dos corpos

Ver você suspirar brandamente
com sons plangentes.
Evocando...
Sussurrando o meu nome
Sucumbindo da falta de minha alma.

E no âmbito dessa paixão
Na plenitude do seu gozo
Está confinada a me desejar para sempre
Fadada a padecer eternamente da mais louca desventura...
Quer é ter nascido:
Para me amar

Continue...

6 de agosto de 2011

Senhora da solidão

O amor deve ser experimentado
E não apenas idealizado...
Mas você me proibiu Senhora
Que pudesse expressar de qualquer forma
Sobre o quanto padeço pela sua ausência!

Sequer tenho Senhora a quem recorrer
A quem direi:
O quanto sinto e sofro por sua iminente partida
Talvez só a você mesmo Senhora.

Ou a quem vou depositar meus ímpetos de carinho
Expondo todo o meu amor
Se não for a você Senhora.
A partir do que se viveu
Do que não existe mais.

PS: só pra dizer que atualizei o blog

Continue...

10 de julho de 2011

Vazio Íntimo

Vazio Íntimo

Não há o que dizer
Tão pouco há o que pensar
Folha branca
Silêncio
Paredes congeladas


Nesse cenário
O palco em que ainda persiste a insegurança,
A angústia de está preso a incerteza
Tentar manter, do amor, o último rastro de luz acesa;

No leito, sinto seu perfume pelo ar,
Na marca de seu corpo, ainda latente;
Ouço o timbre duma ressonância

No princípio e o espelho da memória
Rasga a invólucro do instante
Vincula o presente ao passado
Sombrio

Há um vazio que espera ser preenchido
Não com metáforas e poesias
Nesse fluido vivo, desenfreado
Dissimulado e oculto
Como se fosse nada

Continue...

29 de maio de 2011

Inveja

A inveja que destrói
Corrompe
Não dê importância por mais que te irritem,
Por mais que te fizerem...
Covardia
Estuda a frio a maldade contida no coração alheio.
E é assim, do mal que eles te querem,
Que irá emergir teu mais amável e sutil recreio...

Continue...

1 de maio de 2011

O Medo

O medo

Aquele medo de voltar pra casa a noite
Incitando minha mente bizarra
Na essência temos medo de ter medo
O escuro domina os campos do existir.
Saber nosso destino, tão simples...
Completa insensatez.
Sempre fomos educados para temer o medo
Estranho, desconhecido.

Sinta medo...
Medo de olhar e se entregar
Medo de sentir, gozar, gritar...
Receio de escorregar e cair de cara na lama
Medo de morrer para depois voltar a viver.

Não há certo e nada também está errado.


As estrelas dos seus olhos já não brilham mais nos meus
Refugiamo-nos no amor,
Intrínseco célebre sentimentalismo banal,
E o amor falhou: caia água dos céus
E esses seus cabelos, são como ventos tempestuosos.

O medo, com sua capa envolta de ódio e rancor
O pavor dissimula e desnorteia.
Fiquei com medo de ti, você sentiu medo de mim
Companheiros de uma única dor
Vamos juntos ver o terror das estrelas,
Festejar o susto das negras noites,
Receio de amar!
Nos matar novamente para depois...
Banhar-nos em cachoeiras de águas poluídas.

O medo matou nossa saudade
Cristalizando as feridas
Fieis herdeiros desse receio
Temor
Alarde que assola e seduz
Enfim descobrimos
O medo alimenta as chamas desse amor!

Continue...

3 de abril de 2011

Reencontro...

Segundos após o reencontro
Nossos desejos ressurgiram,
Sonhos renasceram...
Respectivamente sonhos e desejos
Até então...
Adormecidos!
Redescobrir o sabor da paixão
Eis que esse amor desperta,
Magia avassaladora
E mais uma vez
Por nós....
Será vivido...


Sinto-te tão próxima...
Teu cheiro, teu sabor,
Agora estão tão perto
Teu corpo preso junto ao meu
Nossas almas se apertam

Enfim...
O tão esperado momento
União estabelecida outra vez...
Dois espectros, presos a dois corpos
Em autêntica fusão se entrelaçam...
E a separação!!!
Não existe mais

Agora prevalecem Beijos,afagos,carícias,
Toques, gestos, risos e...
O cenário de uma relação sincera
Plano de fundo para ilusões e sonhos mil...


* ...

Continue...

27 de março de 2011

Tomates em dó maior

Tomates em dó maior

Quero sentir no meu jardim
O forte cheiro de alecrim
O verde que brota das plantas
E esse cheiro que excita.
Tomates em dó maior


Tenho desejo de deitar
Sobre esse imenso jardim
...e sonhar
Como uma borboleta
No mar verde e vermelho dos tomates
Tomates em dó maior

O meu jardim
É o melhor do Mundo.
Os tomates... Que beleza!
Os mais bonitos com certeza
Tomates em dó maior


A fruta é colorida,
Cada fruta tem a sua cor,
Arredondada ou comprida
cada fruta, seu sabor.
Como...
Tomates em dó maior

Tomate, também é fruto
Seja verde ou vermelho
O gosto nunca é doce
Corta-se às rodelinhas
E come-se com a alface.
Tomates em dó maior
Apenas quero tomates...
Tomates em dó maior

Continue...

20 de março de 2011

Perda do amor

O poema é pessimo, mas foi tudo que precisava e consegui fazer!

Perda do amor

Lágrimas escorrem...
Lamentos que incidem.
Suspiros que voam...
Pelo ar
Lamúrias soltam-se,
Espírito, Intimo, Coração... Partidos...

Disseste que não,
Juravas que mentia...
Agora sabes que tenho razão,
A imensidão que realmente o sentia...

Não aceitou o pedido,
Perdeu quem mais te amou...
Quem ainda te ama
E quem apenas sofreste,
Mesmo agora que tudo parece perdido
Nada se perdeu...

Chora com razão,
Mata o coração
Desta perda estúpida
Que assassinou o coração...
E não te esquecerá...

Se ouvir que te esqueci...
Choras muito, pois
Nesse dia, eu também morri

Continue...

13 de março de 2011

A tal de solidão

A tal de solidão

Uma vida ausente
De expressão triste
Vagando pelo vazio
Sem saber que existe
A tal de Solidão

E desta sensação
O lamento
Que se entende
...e sente
O gelo de alguém que viu
A tal de Solidão.

Semeei desertos
Colhi tempestades
Entre multidões
Mil lágrimas... travei
Em marés de infortúnios
... sorri
Em seu seio senti
Que meu peito se fechou
De tudo fugia
Na inquietude que rugia
Vontade que se apagou
No afago
Âmago, essência perdida
No gelo de alguém que via
A tal de Solidão.

Em falsa plenitude
Sentia-me incapaz
E sem alegria
Numa evasão destemida
Meu coração
Provou o amargo sabor
De alguém que vivia
...eternamente preso
A tal de Solidão.

Continue...

Amor Platônico

Amor Platônico

Não sei como apareceu...
Também não quero lembrar como se foi
Só sei que chegou na hora certa...

Recordo um olhar penetrante
Nesse instante tudo mudou...
Apesar do charme estonteante...
Foi seu sorriso que me conquistou

Menina linda
Encanto de flor
Descubro nesse poema
Que não sei falar de amor

Só em você pensava
E na ausência do maltrato
O amor me castigou

Enfim pude notar...
Só respiro todos os dias
O lamento dessa dor!

E agora nas mais loucas viagens...
Parece que você voltou
Estava prestes a acreditar
Em outra armadilha do amor

Diga que será minha
Um dia...
Que agora na lembrança
A cada minuto te desejo
E me embeveço de esperança

Sei que nunca te terei
Então, vou colocar os pés no chão
Até desisti de acreditar
Na existência da paixão!

Continue...

14 de fevereiro de 2011

Morte da Alma

Morte da Alma

E essa alma, que aos poucos, padece;
Fenecendo na sua ausência.

Olhos perdem o brilho
Diante da imensa tristeza
Mas algo está me afligindo.

A todo instante pensam um no outro.
Sentimento ainda se faz presente
Não se apaga, a dor desse querer.

Quando se olha de frente ao espelho
Não é possível enxergar
Apagaram os traços incontidos na felicidade.

Mas, nessa tentativa, um misto de todas as coisas
Nada se vê...
Lágrimas que rolam pela face,
Tiram a visão asperamente.

Nesse universo que se transforma....

Continue...

9 de janeiro de 2011

A música do amanhã, essa noite!

Sabe quando você está loucamente à procura de alguma coisa e, pra variar, acaba encontrando outra?

Na web, essa situação – inusitada – é no mínimo bastante frequente. Dias desses, estava caçando a trilha sonora de um filme que acabara de assistir. Entre tantas opções, o site de busca listou alguns vídeos. A despeito do resultado não ter qualquer relação com o objeto inicial de pesquisa, um deles despertou minha atenção logo de cara, pelo título e principalmente pelo vestuário do artista na imagem de exibição. Não demorou a, motivado pela curiosidade, acabar acessando o vídeo. O resto, é passível presumir, acabei me encantando com a maravilhosa sonância que, como num passe de mágicas, pousou em meus ouvidos.

Na qualidade de um bom coveiro, fiz questão de sepultar a canção aqui entre os mortos do meu Cemitério. Como vida de falecido é sempre meio sem graça, aquele papinho chato de descanse eternamente, uma melodia nova não há de fazer mal a ninguém. Mas antes, algumas informações básicas: quem assina o título é Michael Harrison Sweet, ou simplesmente Michael Sweet. O cantor e compositor estadunidense, conhecido pela grande influência cristã em seus trabalhos, praticamente começou sua carreira aos cinco anos de idade, quando ainda arriscava os primeiros passos no violão. A vocação para música ficava mais forte, anos mais tarde quando também se interessou pelo canto. A empreitada acabou dando certo, posteriormente Michael além de dominar vários instrumentos, tornou-se líder da Stryper, banda formada em parceria com seu irmão no início dos anos 80.

Após mais de uma década a frente do grupo, Michael Sweet resolveu interagir com novos projetos, agora em carreira solo. A primeira mostra foi um álbum homônimo, talvez o de maior sucesso, que se deve não apenas pelo conjunto da obra e sim pela faixa “Tomorrow, Tonight”. O CD como um todo é deveras atrativo, um dos melhores discos solos em um aspecto geral, embora, essa canção seja – realmente – especial, linda, formidável e capaz até de ofuscar a beleza das demais.

"Tomorrow, Tonight" figura seguramente entre as minhas favoritas, uma balada que não deve nada a grandes clássicos do rock, um verdadeiro hino de amor. Abordá-la denota verdadeira satisfação, além de um punhado de adoração também, pelo prazer incomensurável de ouvi-lo a cantarolar a poesia, em conjunto ao poder incontido dos vocais, fazendo ecoar sentimento. O endereço de destino é sempre certo, alojar-se na alma e coração dos ouvintes.

Portanto, basta dar o play pelo youtube, acompanhar a letra e a tradução e quem sabe fazer download pelo link do 4shared e poder guardar para sempre. Porque como sugere o refrão, “Can we dream about tomorrow, tonight”, podemos sonhar com a poesia do amanhã, ainda esta noite.



Michael Sweet - Tomorrow, Tonight

Lyin' here by your side, the silence
Speaks to me
I've got no where to hide
Except in your misery
I've said i love you before, i said i love you,
But i've never showed you
Baby i'm sorry once more, for what i've
Put you through

Can we dream about tomorrow, tonight,
Oh baby
And we'll dream that everything's gonna
Be alright

I've got a thousand prayers, each one is
For you and i
Lord knows i really care for you baby, i
Would live and die for you
I know i've hurt you before, i know i've
Hurt you, now i wanna heal you
Baby i'm sorry once more, for what i've
Put you through

Repeat chorus

I know you've cried many rivers,
And you've cried your oceans too
If i'm the reason we've withered, let me
Bring back the water and sun
So our love can bloom

======Tradução======

O amanha, hoje a noite

Deitado aqui por seu lado, o silêncio fala comigo
Não tenho lugar para esconder
Exceto em seu sofrimento
Eu te disse que te amava antes, eu disse que te amava
Mas eu nunca mostrei-o
Garota, eu estou arrependido mais uma vez
Pelo que fiz

Podemos sonhar com o amanha, hoje a noite,
Oh garota
E nós vamos sonhar que tudo vai estar bem

Eu tenho mil orações,
Cada uma é para você e eu
"O senhor" sabe que eu realmente me importo contigo
Viveria e Morreria por você
Sei que te machuquei antes,
Agora quero te curar
Garota, peço desculpas mais uma vez,
Pelo que fiz e pelo que fiz você passar

Sei que você chorou muito rios
E que você também chorou oceanos
Se eu sou a razão que agente murchou, deixe-me trazer a água e o sol
Para que o nosso amor volte a florescer mais uma vez

Clique aqui para baixar o mp3 da música

Continue...

Verso e osreveR

Verso e osreveR

Quando penso em nós dois
Nada faz mais sentido
siod sòn me osnep odnauQ
oditnes siam zaf adaN


Só te peço que me perdoe
Por toda essa agonia de te amar
eodrep em euq oçep òs
rama et ed ainoga asse adot roP

I love you -) uoy evol I
on I evol uoY

E você não ama ninguém
mèugnin ama oãn êcov E

Não sei o que penso -) osnep euq o ies oãN
Tão pouco o que sinto
otnis euq o ocuop oãT
Sequer o que escrevo
overcse euq o reuqeS
Mas, nesse poema
etnetopino uos

Gostaria de escrever que TU me amas
sama em ut euq rezid ed airatsoG
Mudando para 2° pessoa
aossep °2 arap odnaduM
Porque já disse que aqui eu posso tudo -) ossop odut iuqa euq essid àj euqroP
Menos fazer você gostar de mim
ue ed ratsog ut rezaf soneM

Continue...

5 de janeiro de 2011

Ser simples é ser feliz.

Por Fabrício Almeida*

Viver sobre a sombra das palmeiras tropicais, dos pomares, ao sabor do vento.

Ter ao lado a alma gêmea, aquela que te faz se sentir um afortunado todas as manhãs ao acordar e vê-la ao seu lado, mesmo que com os cabelos assanhados.

Saber que a água cristalina continua correndo naquele velho braço de rio no quintal da casinha simples, porém aconchegante, confortável!

Elaborar planos sobre o que fazer nas próximas férias, sonhar com quantos filhos seriam ideais, quais os nomes, a felicidade que será vê-los crescer!

Há aqueles que sonham com fortuna, dinheiro, jóias e viagens internacionais, jantares caríssimos, carros de luxo.

Para alguns loucos(?) como eu, bastam as coisas pequenas da vida, como admirar a simplicidade de uma linda mulher ao seu natural, sem maquiagem, sem o brilho da noite, fazendo o café da manhã.

A perplexidade ao ver o sol nascer no horizonte, tão lindo.

A inocência infantil ao ver um avião passar alto e tentar imaginar qual o destino dele.

Prefiro ser assim, um abobalhado simples, ao invés de um eloqüente esnobe.* Dr Fabrício, como é conhecido, além de um esnobe, é um grande amigo que resolveu desperdiçar seu intelecto escriba enterrando-o aqui no Cemitério!

Continue...

1 de agosto de 2010

O Que é o Amor



“O que é o amor”, pra variar, essa é das antigas, descobri há algumas horas bem na base do acaso.

A maravilha aconteceu quando estava ouvindo rádio pelo celular. Num passe de mágica me vi hipnotizado pela bela melodia, aliado ao tão belo quanto trabalho vocal de Selma Reis. O texto - como já remete o título - é essencialmente poético, uma amostra invejável que invade e deriva naquele sentimento imanente de nostalgia, sobretudo daquilo que não se viveu!

Então, durante uma escavação básica pela web, descobri que a composição, assinada por Danilo Caymmi e Dudu Falcão, integrou a trilha sonora da minissérie Riacho Doce, obra baseada no romance homônimo de José Lins do Rego e escrita por ninguém menos que o mestre Agnaldo Silva!

Então ainda, por todo conjunto que a envolve, torna-se imprescindível dedicar alguns minutos a poesia cantante, versos que ecoam particularidades diversas, afinal o que é o amor? Onde vai dar? E por que me deixa assim? É uma canção, cheirando a mar, luar perdido em mim!

O Que é o Amor

O que é o amor?
Onde vai dar?
Parece não ter fim
Uma canção
Cheirando a mar
Que bate forte em mim
O que me dá
Meu coração
Que eu canto
Pra não chorar?
O que é o amor?
Onde vai dar?
Por que me deixa assim?
O que é o amor?
Onde vai dar?
Luar perdido em mim

Continue...