
“Tempo, tempo, tempo, tempo...” Sempre que escuto
Caetano Veloso a proferir essa repetição de palavras na canção “
Oração do Tempo”, logo me remeto a pensar,
“Dios” nunca criaria algo tão medonho para desvairar o universo, com base em todas essas moderníssimas concepções temporâneas. Mas, o que seria o tempo afinal, uma esfera aparentemente proposta, a percepção indubitavelmente abstrata de incertezas, interagindo com os povos e que enlouquece as pessoas? Certo apenas que não existe fixamente. Seria mais um artefato no aspecto imaginário. Em um conceito básico, o tempo nada mais é que somente uma medida de dispersão criada para dominar (aturdindo) a rotina das pessoas.
No entanto, esse demônio chamado tempo existe mesmo? No ato do ávido questionamento, é impossível nunca recorrer ao campo filosófico, não necessariamente aquele:
PENSO e logo existo! Não basta discorrer sobre o nada para imediatamente concluir que o mesmo é real. Einstein, por exemplo, articulava que o tempo era a quarta dimensão. Nessa leva existe uma variada série de apreciações envolta do tema, reunidas em um conjunto de eventos que se baseiam em diferentes perspectivas. A começar pelo discernimento científico, até chegar ao
"tempo" como cunho de criação humana, no intuito de organizar a vida e administrar bem todas as suas atividades.
É relevante salientar na interação com as teorias: o tempo só existe onde há matéria – aparentemente em todo lugar, correto? A relação desta matéria com o seu deslocamento no espaço é justamente, o tempo! Por essa razão, muitos estudiosos afirmam que ele é maleável, porque se o deslocamento dessa matéria for tomando proporções gradativas, o espaço de seu total percurso tende a crescer, aumentando assim instintivamente o caminho de seu trajeto...
Nossa!
As especulações até parecem simplórias e por um momento, fruto do mero desengano. Não se percebe o quão é dotada de boa dose de complexidade atemporal. Então SeNTia qUe La VeM a EsToRRRia, porque todo esse, blá blá blá, tinha de refletir até nas coisas de casal. Lembro que fui expectador de um diálogo dessa espécie, durante aquilo que deveria ser um momento de diversão a dois, em forma da disputa de uma partida de Ping-pong. Jorge e Monica foram os ambíguos personagens, ambos mal sabiam que as ações do tempo podem – literalmente – devastar o bom andamento de uma relação, RS! Foi mais ou menos assim...
- Poxa Jorge, estamos perdendo tempo! Saque de uma vez!
- Isso é ridículo! Qual a fórmula para se perder algo que não existe?
- Está surtando Jorge, tempo não existir? Desde quando isso?
- Não há resposta. Sem o tempo não existe "quando".
- Ouviu essa mãe? Mais uma teoria maluca do Jorge!
- Defina o tempo exato agora. Viu? Não dá! Enquanto você define o futuro vira passado, portanto não tem presente, e o tempo simplesmente meu amor, não existe
Pena que o debate não terminou bem. Indignada com o andamento da prosa, a jovem operou saque violento, a força foi tamanha que bola e raquete sumiram, era impossível saber onde foram parar. Acho que no fim o casal terminou bem, afinal não há nada, que esse tal tempo não cure, será?
- Está vendo, eu estava certo. Agora assim como o tempo, a bola e sua raquete também não existem...
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